Por Tom Neto

ciência

Asa de libélula inspira design de turbina de vento

A forma como uma libélula permanece estável durante o vôo está sendo imitada para desenvolver micro turbinas eólicas que possam suportar ventos fortes

As turbinas eólicas têm que trabalhar bem em ventos fracos, mas devem evitar girar muito rápido quando acontece uma tempestade com ventania, caso contrário, seu gerador é sobrecarregado. Para contornar esse problema, grandes turbinas usam lâminas especialmente concebidas que aumentam a resistência quando há ventos em alta velocidade. As lâminas têm um sistema informatizado que ajustam seu ângulo em resposta à ventania. Esta tecnologia é cara demais para o uso com turbinas menores e em menor escala porque elas não produzem eletricidade suficiente para compensar o custo. É aí que aparecem as libélulas.

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Conforme o ar flui entre as asas de uma libélula, pequenos picos em sua superfície criam uma série de vórtices giratórios. Para descobrir como esses vórtices afetam a aerodinâmica do inseto, o engenheiro aeroespacial Akira Obata, da Universidade Nippon Bunri, em Oita, no Japão, filmou um modelo de asa de libélula atravessando um grande tanque de água misturada com pó de alumínio. Ele notou que a água fluiu sem problemas em torno da vórtices, como uma esteira correndo sobre rodas, com pouca resistência em velocidades baixas.

Obata constatou que o fluxo de água ao redor da asa da libélula é o mesmo em baixas velocidades, mas, ao contrário de uma asa de avião, o seu desempenho aerodinâmico cai drasticamente quando a velocidade da água ou o tamanho da asa aumentam. Como o fluxo de ar se comporta da mesma forma como a água, o experimento explica a estabilidade do inseto em baixas velocidades, afirma Obata.

O engenheiro usou a descoberta para desenvolver um modelo de baixo custo de turbina de vento com pás de apenas 25 centímetros que incorporam as mesmas deformidades encontradas nas asas da libélula. Nos testes em que os ventos foram de 24 km/h a 145 km/h, as lâminas se dobraram em forma de cone ao invés de girarem mais rápido, sobrecarregando o sistema. O protótipo gera menos de 10 watts de eletricidade, o que seria suficiente para recarregar celulares ou acender lâmpadas de LED.

 

 


Suposto fóssil de coração de dinossauro era apenas areia, diz nova pesquisa

Uma década atrás, paleontólogos anunciaram a descoberta de um coração fossilizado dentro do peito de um dinossáuro herbívoro, o Thescelosaurus, apelidado de “Willo”. Agora, novas pesquisas com tecnologias mais avançadas apontam que fóssil era apenas areia acumulada.

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Na época, a descoberta do suposto coração foi divulgada amplamente pela comunidade científica. Com base em uma análise de tomografia, o paleontólogo Dale Russell publicou na revista Science (volume 288) que o fóssil tinha a estrutura de um coração parecido com o dos humanos e que, por isso, o animal tinha um metabolismo ativo, ao contrário de outros répteis da época.

Agora Russel já está aposentado, mas o paleontólogo Tim Cleland, da Universidade da Carolina do Norte, reexaminou o fóssil. Cleland, que é especialista em preservação de tecidos animais, usou um exame de tomografia de alta definição e outros instrumentos que não estavam disponíveis antigamente. O cientista descobriu que o suposto coração era na verdade areia acumulada no corpo do dinossauro após sua morte.

O pesquisador afirma que a areia parece ter preservado uma pequena quantidade de células, mas é impossível constatar se há traços de um suposto coração no fóssil.

 


‘Unicórnio’ se transforma em atração turística na China

 

 

O nascimento de um “unicórnio” fez a fazenda de Jia Kebing entrar no mapa das atrações turísticas da província de Hebei (norte da China).

O agricultor da cidade de Baoding contou ter notado o surgimento de um pequeno caroço na testa da vaca há dois anos, quando o animal nasceu. Mas ele não esperava que o caroço se transformasse em um chifre de 20 centímetros.
“Minha fazenda se tornou famosa na região e as pessoas vêm aqui apenas para ver a vaca”, contou Jia, segundo reportagem do “Metro”.


‘Chupacabras’ são encontrados mortos em fazenda do Texas

Estranho animal foi responsabilizado por morte de galinhas que tiveram sangue sugado.
Uma caçadora guardou a cabeça de um deles para analisar o DNA da espécie.

Foto: Eric Gay/AP

A caçadora Phylis Canion mostra a cabeça do estranho animal, apelidado de chupacabra, que apareceu morto na região do seu rancho no Texas (Foto: Eric Gay/AP)

Foto: Eric Gay/AP

Phylis Canion mostra a foto do animal morto encontrado em sua fazenda no Texas. Moradoraes da região acreditam que o "chupacabra" seja responsável pela morte de 26 galinhas, encontradas após terem o sangue sugado, nos últimos anos (Foto: Eric Gay/AP)

Foto: Eric Gay/AP

A cabeça do estranho animal encontrado morto no Texas. Veterinários da região não negam a possibilidade de ele ser um "chupacabra", mas acreditam que possa se tratar de uma nova espécie da cachorro. (Foto: Eric Gay/AP)





Criatura estranha encontrada em lago intriga moradores de cidade no Panamá

‘ET’ foi morto por adolescentes entre 14 e 16 anos em Cerro Azul.
Pesquisadores investigam criatura, não catalogada como animal

Uma estranha criatura intriga a população de uma cidade do Panamá. Morto por cinco adolescentes em um lago de Cerro Azul, o ser não identificado é apontado como extraterrestre, mas pode ser apenas um animal ainda não catalogado pelos biólogos ou com problemas de formação.

Segundo jornais panamenhos, cinco adolescentes entre 14 e 16 anos estavam em torno do lago, no sábado (12), quando viram uma criatura bizarra saindo de uma gruta. Assustados com sua aparência e com medo de serem atacados, os jovens atiraram pedras até matá-la e a jogaram na água.

Foto: Reprodução/Telemetro

A notícia logo se espalhou pela cidade. Retirada do lago, a criatura foi apontada como um “ET” por moradores da região e pela imprensa local. Outros a descreveram como o personagem “Gollum”, da trilogia “O senhor dos anéis”.

Ouvido pela rede de jornalismo Telemetro, o especialista em vida silvestre do órgão nacional de meio ambiente Melquiades Ramos disse que o caso está sendo investigado e que as características da criatura são “muito peculiares”.

Nesta terça-feira (15), foi encontrado no local um animal sem cabeça, que seria um bicho-preguiça. Ainda não se sabe se há alguma relação com o caso do ser encontrado no fim de semana.


Robô minúsculo viajará de Tóquio a Kyoto para comprovar duração de pilhas

Digam olá para Evolta, o simpático robô verde da foto acima. O pequeno droide, que leva o mesmo nome de uma marca de pilhas da Panasonic, é a mais nova estratégica de marketing da empresa para comprovar a durabilidade de seus produtos. Criado pelo professor da Universidade de Kyoto Tomotaka Takahashi, Evolta fará um trajeto de cerca de 500 quilômetros sem parar, saindo da capital do Japão até Kyoto, outra província japonesa. Movido com apenas 12 pilhas pequenas (tipo AA), o robô faz parte da terceira edição do Evolta World Challenge, campeonato desenvolvido pela própria empresa.

No site oficial do evento, é possível conferir outras informações sobre o desafio. Se você souber japonês, é claro.

E aí, vocês acham que vinga?


Iniciais do seu nome dizem quando você vai morrer

"Meu filho vai passar dos 100"

É, seu nome pode te matar. “A atitude de uma pessoa sobre si mesma, assim como o tratamento que ela recebe dos outros, pode ser afetada (de forma pequena, mas mensurável) por conotações positivas ou negativas associadas ao seu nome”, começa um estudo de pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA). “Se nomes afetam atitudes e atitudes afetam a longevidade, então indivíduos com iniciais ‘positivas’ – como G.O.D. (Deus), H.U.G. (abraço), W.I.N. (vencer) e J.O.Y. (alegria) – podem viver mais do que aqueles com iniciais ‘negativas’ – como P.I.G. (porco), S.A.D. (triste), A.S.S. (bunda) e D.I.E. (morrer)”.

A partir de atestados de óbito de mortos na Califórnia entre 1969 e 1995, eles isolaram 2287 homens com as tais iniciais negativas e 1200 com iniciais positivas. Pós-análise, viram que os das boas iniciais viveram, em média, 4,5 anos a mais do que a média de longevidade geral, enquanto os com iniciais negativas morreram 2,8 anos mais jovens. Entre as mulheres, o efeito foi mais leve: um extra de 3,3 anos no grupo positivo e nenhuma mudança no negativo.

Parece loucura? Mas é sério. “Esse fenômeno não pode ser explicado como sendo efeito de gênero, raça, ano de morte, situação socioeconômica nem negligência dos pais”, os caras asseguram. Para explicar, sugerem que ter iniciais positivas afasta a pessoa das causas de morte “com componentes psicológicos óbvios”, como suicídios e acidentes (no caso, acidentes causados por descuido, “falta de amor pela vida”). E aí, as suas iniciais são seguras?


Cientistas usam águas-vivas para gerar energia solar

Pesquisadores suecos descobriram como utilizar a proteína verde-fluorescente (GFP) daságuas-vivas da espécie Aequorea victoria para gerar energia solar.

A proteína é injetada em um substrato de dióxido de silicone, entre dois eletrodos. Quando a luz ultravioleta incide sobre o circuito, a GFP absorve fótons e emite elétrons, gerando uma corrente elétrica.

Como fonte limpa de energia, eis aí uma boa solução. No entanto, é polêmica a decisão de utilizar animais para esse propósito. Os cientistas alegam que há, atualmente, uma superpopulação de águas-vivas – já que elas se reproduzem mais em oceanos com maior grau de toxidade e de acidez, como os que temos, atualmente, devido à alta concentração de carbonono planeta.

Para os pesquisadores, se usássemos o excesso de águas-vivas para produzir energia limpa, diminuiríamos as emissões de carbono e, consequentemente, conseguiríamos reequilibrar a vida nos oceanos.

Você acredita que, nesse caso, vale o uso de animais em experiências científicas?


Animais terrestes: você sabe tudo da vida selvagem? – Superinteressante

Animais terrestes: você sabe tudo da vida selvagem? – Superinteressante.


Astrônomos capturam imagem 3D de explosão estelar

Imagem de material expelido por estrela após explosão foi captada por astrônomos do Observatório Europeu do Sul

Contrariando quem achava que a tecnologia 3D ficaria restrita aos cinemas e televisões, astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO) conseguiram capturar uma visão tridimensional de uma explosão estelar, de acordo com estudo divulgado nesta quarta-feira pelo observatório.

  Divulgação

Novas observações obtidas com o instrumento SINFONI, montado no Very Large Telescope (VLT) do ESO, forneceram ainda mais informação sobre a explosão, já que os astrônomos obtiveram pela primeira vez uma reconstrução em 3D das partes centrais do material da explosão.

A imagem 3D mostra que a explosão foi mais forte e mais rápida em algumas direções do que em outras, agindo de forma assimétrica. “Nós vimos que este material não foi expelido de forma simétrica em todas as direções. Ele teve uma direção preferencial, diferente do que era esperado, com base na posição do anel”, afirma Karina Kjaer, pesquisadora líder do estudo.

De acordo com as observações, o primeiro material a ser expelido pela explosão viajou a uma velocidade de 100 milhões de quilômetros po hora, o que corresponde a um décimo da velocidade da luz ou cerca de 100 mil vezes mais veloz que um avião de passageiros.

Mesmo com essa velocidade extremamente elevada, as primeiras amostras do material expelido demoraram 10 anos para atingir o anel de gás e poeira que é lançado pela estrela na fase final de sua vida, antes da explosão da supernova. As imagens demonstram ainda que uma segunda onda de material viaja mais devagar e é aquecida por elementos radioativos criados durante a explosão.

O registro foi realizado Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), uma organização internacional composta e conduzida por dez países da Europa.


Cientistas encontram animais de uma das espécies mais antigas do mundo

Duas colônias de camarões vindos de linhagem de 200 milhões de anos foram achados na Escócia

Os animais da espécie Triops cancriformi, considerados um dos mais antigos animais na face da Terra, foram encontrados na reserva ambiental de Caerlaverock, na Escócia. Pesquisadores encontraram duas colônias dos camarões de origem pré-histórica e, de acordo com o site britânico The Guardian, acreditam que possa haver mais representantes da espécie por perto.

 Shutterstock

O animal também é conhecido como camarão-girino(Crédito: Shutterstock)

Cientistas acreditam que estes camarões, também conhecidos como camarões-girino, fazem parte de uma das linhagens de animais mais antigas existentes na Terra e, segundo os cientistas, sofreram poucas modificações no período de 200 milhões de anos habitando o planeta.

Os camarões-girino podem chegar a 10 centímetros de comprimento e vivem em piscinas naturais de água que se formam durante a maré cheia, onde colocam seus ovos. Quando a maré baixa e a água seca, os adultos morrem e apenas os ovos sobrevivem até que a poça volte a ter líquido.

Pesquisadores da Universidade de Glasgow encontraram os animais por acaso enquanto recolhiam amostras de lama. O material coletado era seco e foi depois colocado em tanques cheios de água. Duas semanas depois, viram que no recipiente havia surgido um camarão vivo.

Biólogos acreditavam que os animais encontrados poderiam ser sortudos sobreviventes, mas a descoberta foi importante para constatar que os ovos do camarão-girino podem sobreviver por anos sem água. Além disso, a espécie tem mais uma ajudinha da natureza: ela tem órgãos reprodutores masculinos e femininos. Assim, um só ovo pode repovoar uma área inteira sozinho.


Sexo faz o cérebro crescer

Ontem eu era virgem; hoje, sou nerd

Ontem eu era virgem; hoje, sou nerd

Calma, gente. Por enquanto, o efeito só foi comprovado nos ratos. Mas… Tudo indica que a mesma coisa possa acontecer nos humanos. Para chegar a essa conclusão, cientistas da Universidade de Princeton, em Nova Jérsei (EUA), brincaram de cupido com dois grupos de ratinhos: um deles “teve acesso” a fêmeas sexualmente receptivas uma vez por dia, durante duas semanas. O outro, só uma única vez nesse mesmo período.

Comparados aos ratos virgens, os dois grupos saíram da experiência com mais neurônios no hipocampo (outros estudos já mostraram que as células dessa região são especialmente sensíveis a experiências ruins; a não ser que as intimidades dos ratos tenham sido bem decepcionantes, aparentemente às boas também). E, enquanto os ratinhos que só viram a fêmea uma vez registraram aumento no nível dos hormônios de estresse (!), os que mandaram ver todos os dias tiveram um up, além de em novos neurônios no hipocampo, também nas células adultas do cérebro e no número de conexões entre elas. Que beleza, não?


Robô bate recorde de caminhada

Universidade de Cornell

Daqui a pouco vamos ter que inventar um Guinness Book só para os feitos dos robôs. No começo do mês, o robô Ranger quebrou o recorde de maior caminhada entre seus concorrentes. Desenvolvido pela Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, ele andou por mais de 23 quilômetros, até seu combustível acabar.

Durante o percurso, o robô deu 108,5 voltas - ou 65.185 passos – na pista de corrida da universidade. Segundo o site da Wired , ele caminhou durante 10 horas, 40 minutos e 48 segundos até parar. Apesar de estar sempre acompanhado por um ser humano, não foi tocado nenhuma vez durante o percurso.

O recorde anterior pertencia ao BigDog, um robô desenvolvido pela empresa Boston Dynamics que havia conseguido andar por 20,6 quilômetros. Em 2008, a versão anterior do Ranger havia caminhado somente 9 quilômetros.

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Pessoas ficam mais generosas aos domingos

Nem vem que hoje ainda é sexta-feira

Nem vem que hoje ainda é sexta-feira

O que os economistas Richard Martin (Universidade de Regina, Canadá) e John Randal (Universidade de Victoria, Nova Zelândia) queriam mesmo saber é o quanto a “cara” de uma caixa para o depósito de doações (se tem uma plaquinha agradecendo ou não, se já tem muito ou pouco dinheiro dentro etc.) influencia a generosidade da pessoa na hora de fazer a sua contribuição. Eles nem esperavam que outra variável roubasse a cena e virasse a estrela da pesquisa: em todos os cenários simulados, o que exerceu mais influência sobre o comportamento do doador foi o dia da semana. No domingo, o dia santo, a doação média de quem passou pela caixinha do teste foi 51% maior do que nos outros dias.

Em abril deste ano, um estudo de um professor de Harvard (EUA) já havia apontado que as pessoas que se declaram religiosas demonstram maior generosidade aos domingos (no resto da semana, segundo o estudo, os devotos não são nem um pouco mais caridosos do que os não-religiosos). Mas parece que o efeito é geral mesmo, né? Com reza ou sem.


Robô que anda de patins serve como vigia noturno

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A Hitachi, gigante japonesa da eletrônica, revelou um robô que pode passar por superfícies irregulares, responder a comandos de voz … e andar de patins. Um dos objetivos da empresa é que o humanoide EMIEW2 funcione como vigia noturno.

“Ele pode ser usado para como patrulhamento e vigilância. O robô tem a capacidade de encontrar uma pessoa escondida em pontos cegos fora do alcance de câmeras de segurança fixas”, afirmam os criadores da máquina ao jornal Daily Mail.

O que o faz se mover por superfícies irregulares é um complexo sistema de amortecimento com molas. Se ele passar por um fio no chão, não tropeça, diz a fabricante. Ele também pode se recompor e controlar sua postura, da forma como fazemos quando precisamos nos estabilizar depois de saltar de patins.

A máquina, de 81 centímetros de altura, pesa quase 14 quilos e tem 14 microfones instalados em seu capacete que podem entender comandos de voz mesmo em ambientes barulhentos. Equipado com rodas em seus dois pés, move-se no máximo 6 quilômetros por hora, velocidade de uma caminhada rápida. Além de segurança, o robô pode ser recepcionista e guia de visitantes em prédios de escritórios.


O celular ‘mais verde’ cumpre o que promete

Uma linha de celulares chamada Greenheart (coração verde, em inglês), com algumas características vendidas como sustentáveis. Nosso faro aguçado logo indicou: isso cheira à enganação. O blog, mais uma vez, foi tirar a limpo a história.

A empresa afirma que os aparelhos emitem 15% menos CO2 durante a fabricação e têm uma série de características verdes: “a fabricação não usa agentes químicos cancerígenos e poluidores, os celulares são pintados com tinta à base d’água e feitos com plástico reciclável, têm display de energia e carregadores eficientes, possuem um manual interno digital para não gastar papel e suas caixas são menores que o comum”.

Só essas características fazem o produto ser ecológico?

“Ainda temos uma grande estrada a percorrer para desenvolvermos um produto “verde” ou sustentável, como já havia dito ao blog. Mas não está errado em assumir que eles são melhores para o ambiente do que os celulares comuns”, afirma Casey Harrell, coordenador da campanha internacional de eletrônicos do Greenpeace.

Ah, mas isso está de acordo com o que diz a propaganda? Sim. O material de divulgação da empresa fala em celular “mais amigável” e “em melhorar o impacto ao meio ambiente”, o que é feito, de acordo com os especialistas que entrevistamos. Nunca é dito que os equipamentos são ecológicos, mas que a sustentabilidade na fabricação ainda é um “desafio para o futuro”.

Cravar que é “ecológico” ainda é polêmico pela falta de padronização na área. “A redução de 15% nas emissões é expressiva. Mas, se emitisse 40% a menos, seria mais ecológico ou igual? A gente não sabe nem quantificar isso”, diz Geraldo Borin, coordenador do curso de gestão ambiental da PUC-SP, que defende um indicador para definir a partir de que ponto um produto é ecologicamente correto.

Tentar melhorar os procedimentos ainda não é ser sustentável. Fabricar eletrônicos, em geral, polui muito. É preciso extrair minérios, gastar muita energia e água nas máquinas industriais e usar de substâncias químicas danosas ao meio ambiente. A fabricação e a logística envolvidas na produção de um celular emitem aproximadamente 60 kg de CO2, de acordo com a consultoria ambiental ESU services. É o mesmo que gastar 34 litros de gasolina comum no Brasil, segundo a ONG Iniciativa Verde. “E ele tem apenas 18 meses de vida útil, em média, até as pessoas comprarem um novo”, diz Casey Harrel.

Apesar das ponderações, os especialistas são unânimes em elogiar a iniciativa. “O fato de serem livres de plástico PVC, antimônio, berílio e retardantes de chama bromados [substâncias que liberam causadores de câncer quando queimadas] é um bom começo na eliminação de químicos perigosos”, afirma Harrell. O consultor do Greenpeace também classificou como “bons passos” outras medidas, como reciclar plástico de equipamentos usados.

Como o papel do Verdade Inconveniente é questionar, não compramos essa história facilmente. Isso não seria apenas uma ação de vitrine, pontual, enquanto a empresa continua poluindo em todas as outras linhas de produtos?

O guia do Greenpeace para eletrônicos mais verdes indica a Sony Ericsson como a segunda empresa melhor colocada no ranking. Apesar de ser a melhor companhia em relação a agentes químicos, ela ainda precisa aumentar o número de postos de recolhimento de lixo eletrônico. “No Brasil, por exemplo, sequer oferece o serviço. Esse tipo de ação é essencial para evitar que o lixo eletrônico seja despejado, queimado ou exportado para outros países”, pontua Harrell. Entretanto, a companhia anunciou que, a partir do ano que vem, tentará fazer todos os seus produtos seguindo os mesmos princípios Greenheart. Ou seja, ela parece estar comprometida a melhorar uma posição que, em relação a sustentabilidade, já é favorável.

Verdade Inconveniente tentou, mas, pela primeira vez, um produto avaliado se mostrou completamente correto na relação entre o marketing sustentável e as práticas efetivas. Um bom sinal. Esperamos que, no futuro, sejamos frustrados mais vezes



Como os aparelhos corrigem os dentes das pessoas?

http://imagem05.vilamulher.terra.com.br/interacao/original/56/aparelho-ortodontico-56-13.jpgDepende do tipo do aparelho: o fixo direciona os dentes para o rumo desejado e o móvel estimula ou inibe o crescimento do osso da maneira correta. O móvel atua enquanto os ossos da boca crescem – é mais usado em crianças de 6 a 12 anos – e o fixo pode ser usado mesmo em adultos. Para saber se você precisa de aparelho, a resposta está na ponta da língua. “Boca saudável significa fechamento ideal”, diz o ortodontista Marcelo Kignel. Para isso, a arcada superior deve se encaixar levemente à frente da inferior. E essa tarefa nem sempre é fácil. Como a boca é muito sensível, hábitos bestas como chupar chupeta ou respirar pela boca são suficientes para desalinhar o sorriso. Problemas ortodônticos podem também dificultar a higiene e até causar dores de cabeça.


Café ajuda no combate ao Mal de Alzheimer

 A cafeína pode ajudar no combate ao Alzheimer. De acordo com uma pesquisa da Universidade do Sul da Flórida, publicada no Journal of Alzheimer’s, uma dose de cafeína equivalente a cinco xícaras diárias de café fez com que ratos com sintomas de mal de Alzheimer recuperassem a memória.

 A cafeína reduziu os níveis anormais de proteína beta-amilóide, responsável pelo Alzheimer, no cérebro e no sangue dos ratos.

 A descoberta é uma evidência de que a cafeína pode ser um tratamento viável para o mal de Alzheimer.

 Uma única dose de cafeína reduz, em humanos, os níveis de beta-amilóide no sangue, mas seria necessário um estudo com prazo maior para avaliar se melhora a memória em pacientes com Alzheimer.

 Recomenda-se às pessoas que não têm hipertensão e que não estão grávidas uma dose diária de 500 miligramas de cafeína, preferivelmente em forma de café ou comprimidos. Essa dose equivale a cerca de cinco xícaras de café.

 


Quem inventou o cimento?

Os romanos antigos desenvolveram um material ligante chamado “caementum”, que era uma mistura de cal, criada pelos egípcios, com pozolana, uma cinza vulcânica do Monte Vesúvio, que fica na região de Pozzuoli. Esta técnica foi esquecida na Idade Média, só voltando a ser reexperimentada no século XVIII. O cimento feito de cinzas é conhecido até hoje como cimento pozolânico.

O cimento, muito semelhante ao que conhecemos hoje, foi cientificamente desenvolvido pelo químico britânico Joseph Aspdin, de Leeds, que batizou o material com o nome de cimento portland, devido à semelhança de sua cor e de outras características com a de um tipo de pedra encontrada na Ilha de Portland, na Inglaterra, utilizada para construção. A patente do cimento portland foi requerida por Aspdin em 1824 e outorgada pelo Rei George IV. O cimento atual é uma combinação química de cálcio, sílica, ferro e alumínio, que passa por complexos processos industriais. Sua receita básica é praticamente a mesma desde os tempos de Aspdin, apesar de haverem diferenças devidas às modernizações do processo e das matérias primas utilizadas. A denominação cimento portland é genericamente utilizada até hoje, e não representa nenhuma marca comercial.

O material, quando combinado com areia, pedra britada e água, depois de um processo de cura, no qual endurece, também é chamado de pedra artificial, nosso conhecido concreto, ou betão, como é denominado em Portugal. O concreto, quando reforçado internamente com barras de aço, é chamado de concreto armado, o principal material na execução de estruturas de edificações.


Por que os meteorologistas erram tanto?

Ok, a gente está sendo injusto. Como todos que são fiscalizados com muita atenção – a barriga das celebridades, o técnico da seleção –, a previsão do tempo tem seus deslizes supervalorizados. A verdade é que ela melhorou muito, passando de 50% de acerto há 25 anos (o equivalente a tirar cara ou coroa) para atuais 90% de precisão para hoje e amanhã. Mas os 10% restantes lembram que a meteorologia não é uma ciência exata. Tanto que o último passo do processo é justamente um chute – baseado em cálculos complexos e análise exaustiva de milhares de informações, mas um chute, fruto do feeling do meteorologista.
A lógica da previsão do tempo ainda é a mesma de quando ela surgiu, no século 19: coletar o maior número de dados sobre o clima, no maior número de lugares e horários possível, e extrair deles o melhor prognóstico. A diferença está nas novas formas de coletar dados (aviões, radares etc.) e compartilhá-los (internet). Além disso, surgiram as previsões numéricas, modelos matemáticos complicadíssimos que simulam o clima. “Foi uma revolução. Com essas equações, pode-se obter projeções seguras para o futuro”, explica Lincoln Muniz Alvez, meteorologista do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), órgão federal responsável pela maior parte das previsões que você vê na mídia brasileira.
Com dados meteorológicos e modelos matemáticos na mão, basta alimentar os supercomputadores que eles dizem na hora se vai chover ou não, certo? Não. Devido à natureza literalmente caótica do clima, o máximo que o computador oferece são probabilidades.
Cabe ao meteorologista analisar os cenários e, levando em conta sua experiência e conhecimento da região, usar seu feeling para eleger a previsão mais confiável.

Small Blue Planet: o mundo na tela do micro

Um atlas político e geográfico, com fotos de satélite, mostra em CD-ROM todo o “planeta azul”
Em um único CD-ROM, nas versões Macintosh e Windows, Small Blue Planet traz imagens de alta definição sobre diversos aspectos do planeta, abrangendo mapa político e relevo até fotos recentes de vários satélites.
O programa consta de diversas partes, acessíveis a partir de um menu principal: o mapa de relevo global, criado a partir de dados do satélite NOAA; o mapa político, com dados de janeiro de 1993 e informações complementares como estatísticas e ecologia; a cronosfera, mostrando graficamente as zonas diurnas e noturnas do mundo em qualquer dia e hora, até no futuro; uma galeria de fotos de satélites dos mais diversos tipos, incluindo vistas detalhadas de cidades à noite, fotos meteorológicas e visões em infravermelho.
Um painel de controle comum a todos os mapas permite navegar facilmente por todo o planeta. Uma rosa-dos-ventos comanda o deslocamento direcional da área que está sendo visualizada na tela. Um pequeno globo terrestre permite mudar rapidamente o local exibido, enquanto lentes de redução e aumento controlam o grau de ampliação da imagem.
O programa, editado pela Now What Software, de San Francisco, EUA, exige 256 cores e um mínimo de 4 megabytes (tanto de RAM quanto no disco rígido) para ser instalado. Está sendo comercializado pela Blue Pointer no Brasil pelo preço de 75 dólares, incluindo frete. A Blue Pointer – telefone (011) 547-9880 faz a importação direta, e o cliente recebe o produto em até seis dias úteis, pagando com cartão de crédito internacional.

A geladeira de Einstein

Ele revolucionou a física. Mas, na verdade, só queria entrar na sua cozinha
por Texto Dennis Barbosa
Engenheiros ingleses estão construindo o primeiro protótipo de um eletrodoméstico revolucionário: uma geladeira ultra-ecológica, que foi inventada em 1930 por ninguém menos que Albert Einstein. Ela gasta pouca eletricidade, não prejudica a camada de ozônio e, para completar, é totalmente silenciosa. A máquina, que o físico criou e patenteou junto com seu colega húngaro Leo Szilard (que viria a se tornar um dos pais da bomba atômica), faz algo que parece mágica: transforma calor em frio. Tudo graças a um sistema inteligente (veja ao lado), que dispensa o motorzinho presente nas geladeiras convencionais.
Mas, se essa tecnologia é tão incrível, por que não é usada hoje em dia? É que, como foi concebido, o refrigerador de Einstein não gela muito bem – por isso, nunca foi fabricado em série. Mas os cientistas que estão desenvolvendo a geladeira acreditam que é possível quadruplicar sua potência – a idéia é trocar o butano por gases mais poderosos e usar energia solar para alimentar a máquina. “Ela seria muito útil em áreas rurais, onde não há eletricidade”, explica o engenheiro Malcolm McCulloch, da Universidade de Oxford.

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